segunda-feira, 5 de abril de 2010

Inveja


Devagar sorrateira ela se apresenta

Traz na boca o gosto da pimenta

Sorrindo solta fogo pela venta

Seu veneno onde passa arrebenta

Olho de tandera de espreita

Na sua espera joga sujo...passa a perna

Tem a formula da discórdia

Meu fracasso sua vitória

Ta na lama deita e rola

Como serpente te enrola

Na mente fraca fez escola

Companheira dos incompetentes

Onde há trabalho ela ta ausente

Felicidade na tristeza que o outro sente

Não distingue amigo...inimigo ou parente

Ataca pelas costas ou pela frente

Se precisar ela mente

No livro sagrado dita como pecado

Para alguns como mal olhado

Falsidade ou coisa de safado

Como foi no inicio assim será no fim

A inveja mata o homem

Como Abel foi morto por Caim

 

Tubarão

3 comentários:

Jéssica Balbino disse...

Tubarão, vc está escrevendo cada dia melhor e conseguiu contextualizar a inveja de uma forma bem peculiar e verdadeira !
gostei mto do texto ! Tá de parabéns...não apenas por isso, mas pela luta !Énóisquetá !

bjo

Barraco Das Ideias disse...

muito bem bolado a construção dos versos um abraço
qualquer dia nos trombaremos de no lá no açao educativa fmz irmão,
Paz pra nois.

Jotaerre®Art Design disse...

Sem palavras...do caralio msm..
parabens Artista Caiçara!!!!