domingo, 22 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Sarau Cooperifa
Versão Popular – Nos Palcos da vida
O grupo VERSÃO POPULAR surgiu no começo do ano de Dois Mil na comunidade do Jardim São Luis, bairro localizado no extremo sul de São Paulo, com o intuito de expressar suas opiniões referentes o meio de vida das pessoas da periferia, falando das diferenças, valores culturais e do interesse daqueles em prol de uma comunidades;O grupo sofreu algumas mudanças após o batismo do nome VERSÃO POPULAR, no qual anteriormente se chamava SENTENÇA CRIMINAL, nome em que os lideres do grupo Cocão e Leandro se sentiam limitados para escreverem suas letras, tendo propostas diferenciadas de outros grupos, mais da mesma forma mantendo o respeito.
Não foi por acaso que, outras pessoas não influentes ao movimento foram ao conhecimento de seus pensamentos e ao processo de trabalho do grupo, sendo eles professores, diretores, lideres de movimentos culturais, etc.
Com o passar do tempo passaram por varias experiências, convidados então para participar de palestras em presídios , instituições para menores, cantando suas músicas em casas de eventos e passo a passo conquistando seus espaços e tendo suas letras assim compreendidas .
Versão em Ação
Em todas as apresentações o grupo se esforça para que o publico interaja, desde a primeira música do show até o final , para terem a certeza de que foi um boa apresentação .
Quando tal situação não acontece, todos se reúnem para discutirem quais foram os erros e se algumas de suas letras não estejam sendo interpretadas de forma compreensiva.
Com os acontecimentos cada integrante procura dar o melhor de si para o publico, interpretando suas idéias em cada letra expressada e de nenhuma forma levar frustração aos ouvintes da música RAP;
O grupo tem uma mente bem aberta quando o assunto é música, cientes que nem todos gostam do mesmo gênero, tendo eles consciência da realidade dos fatos;
Os integrantes que escrevem também procuram trazer auto estima em suas letras fazendo com que os ouvintes se esforcem para seus objetivos, acreditando que o estilo musical é capaz de tal façanha.
Jamais se esquecer das pessoas que compartilharam para o aprendizado, essa é a frase que Cocão tem em mente referindo- se a todos que acreditam no grupo.
Com um bom publico um som de boa qualidade, e um tempo adequado para a apresentação , a visão dos mesmos é que todos fiquem satisfeitos !
Todos do grupo estão concentrados na produção do Cd , mais ainda não há previsão de datas para o lançamento ; sem pressa e sim muito pacientes DJ Zeca , Cocão , Kelly, Leandro e preto Will continuam suas apresentações nos palcos da vida.
Informações (11) 9391-3503 c/ Mauro ou favelanopodio@hotmail.com e vp_producoes@hotmail.com
confira algumas das musicas ou alguns videos no site:
www.youtube.com ou
http://www.buscamp3.com/vers%C3%A3opopular
ou no blog:
quarta-feira, 18 de março de 2009
Leilão
Compra-se água de Theri. Da Suez,
Água do Ganges. Brahma chopp.
Marcha do sal. Pré-sal. (Vendido!)
Vende-se o relógio de Gandhi.
Big Ben. Big Bang.
Caminho das Índias. Quit Índia.
Independência ou morte.
Compra-se amor.
Paz e amor. Guerra e paz.
Yoga sutra. Kama sutra.
Give peace a chance (Vendido!).
Compra-se a independência.
Jejum de lucros. Call centers. Tata.
Quem quer ser um milionário?
The Oscar goes to Gandhi.
Vende-se a sandália do Mahatma
Filhos de Gandhi. Cordão de isolamento.
Sistema de castas. Apartheid.
Camiseta de Che Guevara.
Compram-se os óculos de Gandhi.
O lance mínimo é de $20.000.
Satiagraha. Bomba atômica.
A liberdade de lucros e os lucros da liberdade.
A liberdade...
Leandro L.Rodrigues: crônista e pesquisador musical.
terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Conexão Cultural - A criação artística da periferia
Profissão MC - O Filme
O filme foi quase todo rodado no Itaim Paulista, extremo leste de SP.
Entre os atores, 99% são iniciantes, desde o protagonista Criolo Doido até os figurantes.
Grande parte do proprio bairro como o Neto, Da Antiga, Vagnão, Marquinhos, Dê e outros.
Alguns convidados vieram também da periferia, mas de várias outras localidades, como a Dj Dan Dan, Walter Limonada, JuJuDenDen, Zinho Trindade, Trutty, Tubarão e outros.
O filme terá ainda o “ator” Antonio de Niggro (único profissional, ex-Turma do Gueto da Record e em cartaz no teatro), além da participação especial do Rappin Hood como ele mesmo.
As filmagens tem sido verdadeiros acontecimentos na quebrada, tendo a população local da Favela do D´Avó como apoio.
O filme não captou um único real em nenhum lugar e sendo assim, todos participantes são parceiros do projeto.
Abaixo a programação dos ultimos 3 dias de filmagens.................
Segunda-Feira (16/03/09)
Na fase do Rap, o Criolo Doido está em destaque e é convidado para gravar o Programa Manos e Minas da TV Cultura, apresentado pelo Rappin Hood.
Gravaremos (segunda 16/03) no Teatro Franco Zampari, antes de um dia normal de gravação.
Em 2008 o rapper Criolo Doido foi atração do mesmo na vida real, mas as cenas que gravaremos, será exclusivas para o filme.
Sexta-Feira (20/03/09)
Na sexta-feira gravaremos a maior parte das cenas que faltam....................
• Morte do Da Antiga
• Samba na Favela
• Criolo Doido e JuJuDenDen em cena interna num barraco da favela.
• Criolo Doido em estudio (Gruta Estudio no Itaim Pta), sonhando em se tornar um grande rapper
Sábado (21/03/09)
• Prisão do Criolo Doido (na fase do crime).
• Chegada dele a cadeia, gravaremos na Fundação Casa, Unidade Encosta Norte no Itaim Paulista, cena conta com 14 figurantes (3 policiais e 11 presos), não serão utilizados funcionários e nem internos da Unidade.
IMPRENSA
Se o seu veiculo de imprensa quiser acompanhar um dia de filmagem, a hora é agora.
Entre em contato: suburbanoconvicto@hotmail.com copia p/ alessandrobuzo@terra.com.br
• Confirmados, Jornal Agora, Revista Raça, Site Itaim Paulista e Revista Cultura Hip Hop
Dulixo reciclando idéias
A iniciativa é uma ação itinerante, que cria proximidade com a população e trabalha de forma educativa, visando ajudar crianças e adultos a serem mais conscientes na conservação ambiental e cuidar melhor do planeta. Além de Santos, outras cidades da região receberão o projeto, como São Vicente, Praia Grande, Cubatão e Guarujá. O evento é uma realização do Sistema A Tribuna de Comunicação, o Centro Universitário Lusíada e o Instituto Cultural Vasco Carmano em parceria com a Dulixo.
Logo mais estaremos disponibilizando as outras datas e os bairros por onde o evento estará passando.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Entrevista com a artista Ana Clara

Ana: Numa sociedade dividida, machista, toda mulher sofre conseqüências por ser mulher, assim como os homens. Existe normas de comportamentos para ambos os sexos, divisão de trabalho, roupas, gostos, características e até cores. Portanto, não sofro preconceito como graffiteira em si, e sim como mulher! E o machismo se dá de forma velada. É como pensar em violência, as pessoas acham que é só a porrada, e não é, existe a violência psicológica, simbólica e verbal. E no machismo muitas vezes as formas mais sutis de cavalheirismo pode estar escondendo algo muito mais grave.
Como surgiu seu interesse por desenho...e o que te levou a fazer grafite?
Ana: Surgiu como toda criança, descobrindo cores, formas e se encantando. Mas como fui incentivada a continuar pintando e desenhando no papel eu consegui aprimorar minhas técnicas. O graffiti era algo que comecei a ver na rua e queria muito me apropriar daquilo, já estava no hip hop, freqüentando bailes e o graffiti era tudo aquilo que gostaria fazer. Entrei com ajuda de amigos e amigas e estou até hoje.

Quais são suas influências femininas?
Ana: No graffiti logo de inicio eram pouquíssimas, ficava até meio perdida, mais lembro da revista Fiz e vi alguns trabalhos da Nina, ela me inspirou no sentido de ir e fazer sem medo, saber que não estou sozinha, mesmo tendo varias outras graffiteiras por vários cantos do país. Depois vieram varias outras mulheres que hoje tem um destaque muito importante e com traços fortes. Frida Khalo, quando vi os trabalhos e a historia fiquei apaixonada e me identifiquei muito com ela.
O que representa o grafite na sua vida?
Ana: O graffiti é uma das formas de linguagens que utilizo, é algo que gosto de fazer e que sei fazer. É meu porta voz quando não tenho voz!

Qual seu envolvimento com os outros elementos do hip hop?
Acha que tem aumentado o numero de minas grafitando?
De onde tira sua inspiração para fazer seus grafites?

O que é o Projeto Grafiteiras BR ?
Qual sua visão do grafite nas grandes galerias? Acredita que será esse o futuro do Grafite?
O graffiti assim como todo tipo de arte hoje está servindo para cobrir as mazelas, para remediar a pobreza ou para levantar auto estima ou criar identidade. Não sou pessimista sou realista, por mais que tenha resistências o monstro é bem maior e tem muita gente que se encanta, portanto muita coisa nasce de um jeito e termina de outro, ninguém nasce e morre do jeitinho que era antes, mas também não acho que idéias tenham que ser jogados fora por interesses individuais.

Pra terminar deixe um salve pra quem freqüenta nosso blog...pras minas especialmente....e agradeço desde já pela entrevista... é uma honra pra nóis aqui do Dulixo e da Baixada Santista.
Ana:Mulheres, tanto para graffiti rap ou qualquer outra coisa neste mundo de cão! SE APRIMOREM, DESENVOLVAM TECNICAS, ESTUDEM, NÃO ENTRE NO GRAFFITI OU QUALQUER OUTRO LUGAR SEM ESTUDAR E SE FORTALECER E ABRAM O OLHO PORQUE O ELOGIO NEM SEMPRE É PARA INCENTIVO A CRITICA É IMPORTANTE!
sábado, 7 de março de 2009
Entrevista com Dj Typa no mês das mulheres

Salve Guerreira....fala pra quem acompanha o blog quem é você...de onde você é.... o que faz
Aqui é a Dj Typá, sou dj de hip hop e sou natural do Rio de Janeiro
Você já sofreu preconceito por ser mulher no seu meio de trabalho?
Dj Typa: Sim já sofrí muito com isso mas prefiro não comentar....rsrs
Como foi que se interessou pelo hip hop....e o que te levou a ser Dj?
Dj Typa: Escuto hip hop desde os meus 10 anos de idade...sempre ouvi música o dia inteiro e meu pai dizia que eu tinha que ser dj...até o dia que eu conheci um amigo que já estava no ramo o Dj Pachú do Rio de Janeiro que começou a me dar aulas e me passou as técnicas básicas para aprender a ser dj.
Quais são suas influências femininas?
Dj Typa: Dj Killa Jews - Missy Elliot - Lauryn Hill - Alicia Keys - Amy Winehouse - Erica Badu - Flora Matos etc...
Você prefere tocar com vinil ou serato?
Dj Typa: Hoje em dia eu toco de serato...porque é mais prático...posso levar todas as músicas que eu quizer pra festa sem carregar tanto peso.
De onde tira sua inspiração para fazer seu som?
Dj Typa: Estou sempre escutando muita música e pesquisando coisas novas sempre...não só no hip hop...mas também no jazz...blues...soul, sons antigos e funk. A minha inspiração é sempre o público de cada festa...me inspiro nas pessoas que estão ali...no seu estilo de ser e no que elas gostam de ouvir...um dj não pode tocar pra ele e sim para o público que o assiste...se quizer passar para o público um pouco de cultura e som bom você precisa saber mesclar isso com os sons que a galera também gosta de ouvir...essa é a forma de você educar a galera a ouvir sons novos e legais..
Acredita que tem mais espaço para Djs homens ou isso já mudou hoje em dia?
Dj Typa: Acho que mudou bastante...existe espaço para todos...festa é oque não falta o que realmente tá faltando são djs mulheres que realmente tenham técnica, bom gosto e competência pra poder conduzir bem uma festa...e como faltam profissionais qualificadas realmente é mais difícil de se colocar mulheres djs na festa.
Você consegue viver dos toca discos?
Dj Typa: Sim graças a Deus.

Na sua opinião porque o Dj não é considerado um músico ?
Dj Typa: Por pessoas ignorantes não...mas quem entende sabe muito bem que djs são meros bateristas!!! e outra existe djs que produzem...e quem produz uma música não ser considerado músico pra mim é burrice de quem abrir a boca pra falar tal coisa.
Onde e com quem você tem tocado ultimamente?
Dj Typa: Atualmente sou dj da Flora Matos Mc e estou com um projeto com o Sacramento Mcs que é um grupo de brasileiros que cantam em português, inglês e espanhol em Nova Yorque. E estou fazendo festas por todo Brasil...como por exemplo o Cabaret...a Clash da Chocolate...Sarajevo...Djunn e outras por todo Brasil e interior...
Quais são seus planos pro futuro como Dj?
Dj Typa:Viajar muito...conhecer artistas gringos e montar meu estúdio pra produzir beats e mixtapes tanto com o rap nacional quanto internacional.
Pra terminar deixe um salve pra quem freqüenta nosso blog...pras minas especialmente....e agradeço desde já pela entrevista... é uma honra pra nóis aqui do Dulixo e da Baixada Santista.
Dj Typa: Entaum...gostaria de agradecer o carinho...de todos, de voces do blog e dos fãs...realmente isso é uma das coisas que mais me impulsiona na carreira de dj...
Pra quem quizer ser dj por favor estude bastante técnica e ouça muito som sempre não saia por aí dizendo que é dj sem ser de verdade...sem amar de verdade e sem estudar de verdade...principalmente as mulheres...pois já é muito difícil impor respeito como mulher no meio do rap e no meio dos tocadiscos entaum por favor não queimem a classe!!! E não toquem por 50 reais!!! rsrs
Fiquem com Deus um grande abraço aqui da Dj Typá
É nós que tá!!!
sexta-feira, 6 de março de 2009
MARY DO RAP - Paralelo Periférico
http://www.marydorap.blogspot.com/
quinta-feira, 5 de março de 2009
João

De parto normal
Mais não foi em nenhum hospital
A bolsa estourou
Ali mesmo no quintal
Sem dar bobeira
A vizinha virou parteira
A irmã caçula enfermeira
O leito caixote de feira
Cresceu João
Igual a outros tantos
Sem conhecer o pai
Sem conhecer escola
De semáforo em semáforo
Vendia bala, pedia esmola
Pra esquecer a fome saco de cola
Aprendeu desde cedo correr dos hómi
Ao invés de atrás de bola
Viveu João
Aos trancos e barrancos
Sonhando em fazer um banco
Sem muita dignidade
Nem oportunidade
Uns diziam que por falta de cultura
Outros que já passará da idade
Seguia então a vida
As margens da sociedade
Sonhando um dia achar a tal felicidade
Morreu João
Sobre o olhar da lua
Ali mesmo naquela rua
Que tantas vezes serviu de lar
Onde aprendeu desde cedo
As injustiças enfrentar
Nunca soube o que era amor
Somente ódio, frustração e dor
Pelo menos agora tava livre das garras do opressor
Tubarão
terça-feira, 3 de março de 2009
Com a palavra : Alessandro Buzo
Primeiramente gostaria que se apresentasse e dizesse de onde você é e o que faz.Sou escritor e apresentador do quadro Buzão na TV Cultura, me chamo Alessandro Buzo, tem 36 anos, sou casado a 10 e tenho um filho de 9.
Sou nascido e criado no Itaim Paulista, extremo leste de SP, foi lá que surgiu o "Suburbano Convicto", que nunca vou deixar de ser, lá tenho minha loja e meus eventos, mas desde o final do ano que moro na Casa Verde, por motivos profissionais, apesar de ainda manter minha casa de 2 comôdos onde morei apertado por 10 anos no Itaim, passo lá alguns finais de semana e durante a semana vou na loja.
Faço um monte de coisa ao mesmo tempo e assim que vivo, numa correria total, mas muito boa.
Como foi seu primeiro contato com a escrita e o que fez você se interessar pela literatura?
Além disso, leio muito.
Pra você o que é literatura periférica ? Te incomoda esse rótulo?
A nossa literatura é de protesto, é de resistência, pensavam que não sabiamos nem ler e estamos escrevendo livros.
Quantos livros você tem publicado ?? Tem algum para ser lançado logo mais?
O Trem - Baseado em Fatos Reais (2000)
Suburbano Convicto - O Cotidiano do Itaim Paulista (2004)
O Trem - Contestando a Versão Oficial (2005)
Guerreira (2007)
Favela Toma Conta (2008) e ainda suas coletâneas que organizei, "Pelas Periferias do Brasil - VOL I e VOL II, em setembro vem ai o VOL III e ainda tenho no pente "Profissão MC - O Livro", em fase final de produção, "Do Conto à Poesia" que já tem o texto e vai para correção e diagramação e o meu primeiro infantil "Dia das Crianças na Periferia".
Voce lançou a coletânea Pelas Periferias do Brasil volume 1 e 2 e agora vem o terceiro...fale um pouco sobre esse projeto.
Buzo: Trago novos autores a cena, não só de SP como de outros estados. Multiplicar a cena é preciso, tem muita periferia para concientizar e a literatura é uma excelente arma.
O que é o evento Favela Toma Conta...o que representa pra comunidade e pra voce?
Buzo: Pra mim é um pouco de retorno que dou ao bairro onde nasci, que eu amo, um presente do Buzo e da Suburbano Convicto Produções ao Itaim Paulista, ultimo bairro da zona leste de SP com mais de 300 mil habitantes e carente demais de cultura.
Pra comunidade é um dia (a tarde) de lazer, como Hip Hop e muita cultura em geral, já teve teatro, rock, circo, samba.
Foram 17 edições até 2008 e quero fazer mais 3 em 2009
Voce possuiu uma marca chamada Suburbano Convicto que vai além da loja no Itaim Paulista...quais as ações que envolve essa marca?
Buzo: Espalhar cultura, trazer autores pra periferia, com o "Encontro com o Autor", nossas camisetas trazem frases como "A maior arma do opressor é a mente do oprimido. Steve Biko.
Sou a contra Indicação, o favelado com livro na mão. Alessandro Buzo.
É uma atitude. Uma luta por mais cultura.

Desde o ano passado voce ta com o quadro Buzão Circular Periférico no programa Manos e Minas na TV Cultura...como rolou de ir parar na telinha ?
Buzo: Um projeto da DGT Filmes, que mandamos para TV, quando o quadro "Mano a Mano" que o Rappin Hood apresentava no "Metropolis" virou o Programa Manos e Minas, nos chamaram, aceitamos participar e estamos indo pro segundo ano. Visito as periferias e mostro as cenas bacanas que existe nos extremos, uma grande oportunidade e uma grande responsabilidade.
O que acha do Hip Hop na TV?
Buzo: Mostrado assim como no Manos e Minas, com respeito, acho muito bom, deveria ter outros programas em outros canais, mas pro Hip Hop tudo sempre foi mais dificil.
E o rap na telona?? Fale um pouco desse seu projeto de cineasta...com o filme Profissão MC ?
Buzo: Meu primeiro filme, divido a direção com o Toni Nogueira e está sendo filmado no Itaim Paulista, com atores iniciantes, da propria comunidade. Além de um ator profissional Antonio de Niggro e convidados que vieram de fora da comunidade como o protagonista Criolo Doido, DJ DanDan, JuJuDenDen.....vai ser a história da falta de opções do jovem na periferia, a proximidade com o crime e o RAP como valvula de escape.
Além desses corres todos voce mantém 6 blogs no ar...e agora ta lançando o Boletim do Kaos...como encontra tempo pra tudo e esse informativo vai abordar o que ?
Buzo: O Jornal Boletim do Kaos terá a partir de Março de 2009, 10 mil exemplares distribuidos de graça, com apoio do Itaú Cultural, aborda cinema, literatura e musica.
Quanto aos Blog´s, gosto de fazer e reuno todos num unico endereço, meu site oficial:
Quais são sua influências no geral?
Buzo: Leio de tudo, desde Ferréz, Sérgio Vaz, Sacolinha, outros nomes da periferia, até Caco Barcellos, Paulo Lins, chegando aos tradicionais como João Antonio, Lima Barreto, acabei de ler Preto Ghóez e comecei Manuel Bandeira, tudo que leio me influencia.
Além do RAP, que sempre foi minha trilha sonora.
O que voce acha dessa cena cultural toda que ta rolando em várias quebradas...com literatura...artes plasticas...musicas...cinema?Buzo: Fantástica, traz outras perspectivas. Traz esperança de melhora.
Tem que crescer cada vez mais, para concientizar o povo da periferia, senão o BBB aliena todo mundo, desligue a TV e leia um livro.
Pra terminar gostaria que deixasse um salve pra quem acompanha o blog e agradeço todo apoio que sempre demonstrou a nossa correria aqui na Baixada...tamo junto sempre fortalecendo essa parceria.
Buzo: Eu que agradeço o espaço.
Um salve a todos que curtiram a entrevista e nos vemos nas ruas.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Se tu lutas, tu conquistas!!
"viver, crescer, desempenhar-se"
"trabalhar, produzir, prosperar, é vencer sua meta....Pois tu és útil"
"Graças a Deus..."
SNJ - Somos Nós a Justiça






