
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
Entrevista no blog Literatura Periférica
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
3º Nação Hip Hop
Oficinas e workshops ensinarão ao público novas formas e jeitos de dançar break, grafitar, manipular os toca-discos e a arte de rimar
Encontro da Nação Hip Hop
A Nação Hip-Hop Brasil, entidade conceituada do hip hop, foi quem escolheu São Vicente como sede do 3º encontro nacional. Segundo os organizadores do evento, a cidade reúne as melhores condições para a atividade, que ocorrerá na cidade praiana durante o verão. Além disso São Vicente é um patrimônio histórico nacional, pois é a primeira cidade do país, no qual o encontro terá como tema: "Hip-Hop um mergulho na historia".
"A partir de São Vicente que foi construído a nação brasileira e será aqui que construiremos com mais de mil manos e minas do hip-hop do Brasil todo e artistas internacionais as ações da Nação Hip-Hop Brasil. A cidade não poderia ser outra." Fala confiante Aliado G, presidente nacional da entidade. O evento deve contar com parcerias como Ministério da Cultura, Prefeitura de São Vicente, Secretaria de Cultura dentre outras.
Show com Rappin Hood agita o encontro
O cantor e apresentador Rappin Hood se apresenta no dia 29 de janeiro nas areias de São Vicente, com muito rap do bom, dentro das atividades do encontro. O show é um dos destaques entre as atrações do 3° Encontro Nacional de Hip-Hop que vai sacudir o litoral, entre os dias 28 a 31 deste mês.
Diversas atividades entre oficinas e workshops vão interagir e ensinar ao público novas formas e jeitos de dançar break, grafitar, manipular os toca-discos e a um pouco da arte de rimar. Haverá também diversas palestras, debates e muita integração, que trará os integrantes do movimento de todos os cantos do país para se apresentarem nas areias da praia do Gonzaguinha em São Vicente.
Entretanto, nem só de shows vive o hip-hop. "A Nação Hip Hop entende o movimento como instrumento de transformação da juventude e, apesar de ser um encontro focado em Hip Hop, também serão discutidos temas transversais como educação, segurança, trabalho, meio ambiente, juventude carcerária, entre outros”, explica Danilo Otto, diretor da Juventude da prefeitura de São Vicente.
Todas as ações e atrações gratuitas e aberta ao público.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Exposição de Grafitti
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Uma arte vinda DULIXO
Nem sempre o que está no lixo é realmente lixo. As pessoas costumam achar que lixo jogado fora não serve para nada, mas segundo o técnico ambiental Jefferson Tubarão ,a coisa é bem diferente.Idealizador há 8 anos da Ong Dulixo, Tubarão faz dos restos que encontra uma verdadeira arte. “Um guarda-chuva, um pedaço de madeira, uma hélice de liquidificador, enfim, tudo e possível se transformar”, comenta o artista.A ideia surgiu quando ele foi morar no Espírito Santo. No local não havia nenhum tipo de coleta nas praias, aquilo lhe incomodava muito. Foi aí que lhe veio a criatividade de transformar lixo em arte. Quando foi trabalhar para a Ong Global Garbage, na Bahia, responsável pela coleta de lixo nas praias, ficou surpreso com o que era encontrado. “Muito lixo internacional era jogado no mar por navios cargueiros, como botas e capas de borracha, garrafas pet, caixinhas de leite e suco e muito mais”.Quando retornou a cidade de Santos, Tubarão deu início a sua ONG e começou a fazer o trabalho artesanal com crianças de escolas municipais, estaduais, particulares e periferia. “Muitas delas não têm cultura suficiente para saber a importância de preservar o meio ambiente, mas mesmo assim fui insistente”.“Escolhi o lixo porque ninguém quer e ele pode ser transformado em arte. A arte é uma expressão livre, não tem que acertar, cada um faz do jeito que quiser. As crianças já escutam “não” em casa, na escola, mas aqui eles podem tudo”, comenta.Este ano o artista estará na Arena Praia & Cia com a Oficina de Arte com Sucatas, no Espaço Ilha da Diversão, das 12h00 às 14h00 e das 14h00 às 18h00, onde os pequenos poderão aprender um pouco da arte e da importância de preservar o nosso Meio Ambiente. Quem quiser conhecer um pouco mais de seu trabalho acesse www.dulixo13.blogspot.com . A Arena Praia & Cia estará funcionando gratuitamente a partir do dia 8 de janeiro, na Praia do Gonzaga, em Santos, das 10h00 às 18h00 com muitas atrações. Esperamos vocês por lá!
Matéria extraída do site : http://sat.grupoatribuna.com.br/atribuna/2009/praiaecia/noticias.asp?idConteudo=440
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Sarau na Fundação Casa

Vai malandrão...
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Caiçara Memo !!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Dulixo em Vicente de Carvalho
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Sacolinhas de Natal
Oficinas Dulixo no Guarujá
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sublime, grupo de RAP paulistano que tem em sua formação os Mc’s Érry Jota e Rodrigo Mendonça ao lado do DJ Soneka (também integrante do grupo Trilha $onora do Gueto). Idealizado no segundo semestre de 2009 o grupo tem uma proposta musical incomum dentro do atual cenário do rap brasileiro, as influências vem da música popular brasileira, do Jazz, Bossa Nova, Samba Rock e o próprio Rap. Trazendo em suas musicas uma roupagem mais musical explorando bem os samplers, com scratches e colagens que aparecem com freqüência.
E além do time de peso que compõe o grupo é indispensável citar a colaboração do renomado DJ Duck Jam que soma com a gravação, mixagem e masterização das músicas. O som do Sublime tem swing, boas rimas e a levada é impar, o que torna o grupo agradável em qualquer ambiente.
E como já dizem por ai: Sublime é Rap e o Rap é Sublime!

Rodrigo Mendonça e Érry Jota
Ao contrario do que seria natural para um grupo de RAP, o Sublime não pretende lançar um álbum mas um disco multimídia com musicas e faixas interativas para ser exibido também como CD Rom.
Este disco já está sendo gravado e a previsão para lançamento é primeiro semestre de 2010. Mas para quem está curioso para saber o que vem por ai o SUBLIME está disponibilizando na rede o primeiro single do grupo “Simplicidade”.

DJ Soneka
Para mais informações, agenda de shows e novidades do grupo acesse o MySpace
Versos
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Mães de Maio
- Manifesto pelo Desarquivamento e Federalização das Investigações sobre os "Crimes de Maio de 2006" cometidos por agentes policiais do Estado de São Paulo e grupos de extermínio paramilitares ligados a eles –
ATÉ QUANDO O ESTADO CONTINUARÁ TORTURANDO E MATANDO?
ATÉ QUANDO A POPULAÇÃO VAI TOLERAR EM SILÊNCIO?
à População Brasileira e Internacional de forma ampla, geral e irrestrita
à Presidência da República do Brasil, na pessoa do Presidente Sr. Luís Inácio Lula da Silva
à Casa Civil, na pessoa da Ministra Sra. Dilma Roussef
ao Ministério da Justiça, na pessoa do Ministro Sr. Tarso Genro
e à Secretaria Especial de Direitos Humanos, na pessoa do Secretário Sr. Paulo Vanucchi
“De aqui, de dentro da guerra, qualquer tropeço é motivo. A morte te olha nos olhos. Te chama, te atrai, te cobiça. De aqui, de dentro da guerra, não tem DIU nem camisinha que te proteja da estúpida reprodução da fome, da miséria, da ínfima estrutura que abafa o cantar das favelas: antigas senzalas modernas. Cemitério Geral das pessoas.”
Se levarmos a sério tudo aquilo que o conceito de “democracia” promete, o Brasil obviamente nunca concluiu sua “transição democrática”. Muito pelo contrário. Quem vive nas favelas e comunidades periféricas do país, sabe na pele o quê isso significa. Vivemos num país cada vez mais dividido por um abismo entre duas classes de pessoas: aquelas que são consideradas “seres humanos portadores de direitos” porque têm mais dinheiro e, via de regra, tem a pele mais clara; e aquelas “pessoas que não são consideradas sequer seres humanos”, tratadas como bicho por terem a cor da pele quase sempre mais escura, não terem dinheiro e. quando muito, terem um emprego precário, podendo desse modo serem descartadas e massacradas pelo sistema que, sob sua lógica, as pode substituir com facilidade. A essa imensa maioria das pessoas, até para que elas permaneçam sendo exploradas ao máximo, é aplicado o Terror.
Um Terror cotidiano que tem na falta de condições mínimas para uma vida digna, por um lado e, por outro, no poder repressivo da polícia e de agentes paramilitares ligados ao estado, duas faces da mesma moeda da opressão. Uma opressão que se concretiza das mais diversas formas, concentradas ou difusas, em especial contra a juventude pobre e negra do país. Práticas que, cada vez mais, têm culminado em torturas cotidianas, encarceramento em massa, e seguidas execuções sumárias. Uma pesquisa recente divulgada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, UNICEF e Observatório de Favelas, no dia 21/07/2009, afirma que, se as estatísticas permanecerem como estão, mais de 33,5 mil jovens terão sido executados no Brasil durante o curto período de 2006 a 2012. Os estudos ainda apontam que os jovens negros apresentam risco quase três vezes maior de serem executados em comparação com os brancos.
Os Crimes de Maio de 2006
Pois mal: foi neste contexto que, durante o mês de maio de 2006, no Estado de São Paulo, policiais e grupos paramilitares de extermínio ligados à Polícia Militar promoveram um dos mais vergonhosos escândalos da história brasileira. Em uma cínica e mentirosa “onda de resposta” ao que se chamou na grande imprensa de "ataques do PCC", foram assassinadas no mínimo 493 pessoas - que hoje constam entre mortas e desaparecidas. A imensa maioria delas - mais de 400 jovens negros, afro-indígena-descendentes e pobres – executados sumariamente. Sem dúvida, o maior Massacre da história brasileira recente.
São centenas de mães, milhares de familiares e amig@s que tiveram, no intervalo de pouco mais que uma semana, seus entes queridos assassinados covardemente, e até hoje seguem sem qualquer satisfação por parte do Estado brasileiro. Os casos permanecem arquivados sem investigação correta para busca da Verdade dos fatos; sem Julgamentos dos verdadeiros culpados (os agentes do estado e seus outros braços armados); sem qualquer Proteção, Indenização ou Reparação por parte das instituições que tiraram os seus jovens. Um estado que ainda insiste em sequestrar também o sentimento de Justiça dessas famílias.
Desde então, por meio de muita luta - sobretudo das Mães e Familiares de Vítimas à frente dela - um primeiro e importante desafio já vem sendo superado: a censura nos grandes meios de comunicação, e a barreira do desconhecimento. Hoje, passados três anos e meio desde os terríveis Crimes, milhões de pessoas ao redor de todo o Mundo já sabem o quê realmente aconteceu naqueles trágicos dias. Entretanto, muitas ainda precisam saber, principalmente aqui no Brasil, onde o massacre aconteceu, e onde a marcha fúnebre prossegue com o desconhecimento ou conivência de muitos.
No dia 15 de outubro de 2009, a Anistia Internacional enviou uma nota a todas as instâncias do Estado brasileiro, na qual repudia o absurdo arquivamento da imensa maioria dos casos que se multiplicaram nas periferias de São Paulo a partir de maio de 2006, ressaltando estar atenta em relação à impunidade que vigora até o momento, e atenta também ao futuro das investigações e providências. Há poucos dias, no início de dezembro, novamente em visita ao Brasil, representantes da AI voltaram a destacar e se solidarizar com toda a luta das Mães e Familiares que, segundo a entidade internacional, sofrem uma "dupla-violência”: além de terem perdido seus filhos de maneira brutal por parte de agentes do Estado, ainda têm renegado o seu legítimo direito à Verdade e à Justiça, sendo obrigadas muitas vezes a conduzir elas mesmas as investigações - sem nenhum suporte, reparação, e sequer a garantia da própria Vida. A Anistia Internacional também volta a exigir o desarquivamento dos casos.
Desarquivamento e Federalização
Agora é preciso dar novos passos, e superar novas barreiras simbólicas, políticas e jurídicas. Esta petição, lançada pelas “Mães de Maio” às vésperas do Dia Internacional dos Direitos Humanos de 2009, tem como objetivo geral exigir o mínimo que as pessoas com alguma decência e dignidade podem fazer diante de brutalidades como esta: manifestar seu Repúdio e reivindicar Justiça! Mas tem um objetivo específico muito preciso: exigir do Poder Executivo Nacional que este faça cumprir a Constituição Brasileira, a qual vem sendo constantemente vilipendiada pelos Poderes Judiciário e Executivo do Estado de São Paulo – de alguma maneira implicados politicamente com os referidos Crimes de Maio de 2006, sobre os quais cobramos Justiça.
Sabemos que uma sociedade realmente democrática não se constrói sem encarar todo o seu Passado, sem assimilar toda sua Verdade Histórica. Sabemos que isso não é fácil, e que no Brasil há uma blindagem pesada feita pelas elites civis e militares para que isto não aconteça. Entretanto, diante de todo este poder opressivo imposto pelo dinheiro, pelas mídias e pelas armas, nós que abaixo-assinamos esta petição não nos intimidamos.
Estamos absolutamente convictos de que não construiremos uma sociedade Justa, Igualitária e, sobretudo, Livre, sem fazer todas as devidas reparações históricas. Mais que isso: seria impossível dormir com a consciência tranqüila se nos calássemos, nos omitíssemos ou, pior, se colaborássemos para a manutenção desta situação. Tampouco atingiremos os nossos ideais coletivos, nacionais e internacionalistas, sem exigirmos a punição dos responsáveis pela sucessão de crimes históricos cometido pelas elites e por seus agentes incrustados no Estado brasileiro, de forma direta ou indireta. Principalmente aqueles altos responsáveis pela sucessão de Massacres que marca a nossa História. Sem o julgamento e a devida punição de todos os responsáveis por estes crimes inomináveis, a sociedade brasileira na prática continuará dando aval para que eles sigam ocorrendo, sobretudo contra a juventude pobre e negra do país.
A luta pelo Desarquivamento e pela Federalização das investigações sobre os Crimes de Maio de 2006 se insere nesta tradição de resistência de tod@s @s oprimid@s que lutaram e lutam pela Memória, pela Verdade e por Justiça, em relação a todos os massacres históricos. Não apenas as vítimas e familiares dos Crimes de Maio de 2006 agradecem o apoio a este manifesto, mas todas as vítimas diretas ou indiretas do Massacre de Canabrava (2009), do Complexo do Alemão (2007), da Baixada Fluminense (2005), da Praça da Sé e de Felisburgo (2004), de Eldorado dos Carajás (1996), da Candelária e de Vigário Geral (1993), do Carandiru (1992), de Acari (1990), da Ditadura Civil-Militar (1964-1989), e de todos os massacres históricos contra trabalhadoras e trabalhadores pobres, negros e indígenas ocorridos ao longo da história brasileira.
NOSSA LUTA POR JUSTIÇA HISTÓRICA É UMA SÓ!
E, neste momento, neste manifesto: a Luta é por Justiça frente aos Crimes de Maio de 2006!
07 de Dezembro de 2009,
ASSINAM ESTE MANIFESTO:
MÃES DE MAIO
























