quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Casa de Familia convida

Abriu pro Hip Hop - Itanhaem

Boletim do Kaos / Cooperifa

Salve todos(as)...ontem fiquei de trombar o Alessandro Buzo e Alexandre de Maio no Ação Educativa ia de carona com eles para o Sarau da Cooperifa onde aconteceria o lançamento do Boletim do Kaos nº6...mais não sem antes fazer um rolê para distribuição do mesmo por vários lugares no centro de SP....Ação Educativa, Matilha Cultural,DGT Filmes,Galeria Olido e 24 de maio e ainda iamos para a Zona Sul...Campo Limpo no Sarau do Binho....e Capão Redondo na 1 da Sul...onde Ferréz distribui em vários pontos...disse iamos...porque o "bonde" que tinha partido em dois carros...um com Toni Nogueira, Buzo, De Maio e Marilda e outro da TV Cultura com Lucios no piloto e Mariana pauteira do programa Manos e Minas que tava filmando todo o rolê... e eu (Tubarão)....se desfez...o carro de Toni fritou e ficou pelo caminho...já tinha feito sua contribuição...disseram que foi praga minha...mais isso é complô contra a Baixada...tudo nosso...então todos os exemplares passaram para um único carro...larguei minha mochila com eles ..catei o buzão Term. Jardim Angela e rumei para a Cooperifa...encontraria eles por lá...e foi isso que aconteceu...melhor ainda...chegamos juntos...motivo para mais piadas e risadas...Mariana registrou tudo...o Sarau da Cooperifa como sempre muito bom...casa cheia...vários parceiros e parceiras comungando da mesma palavra...Zinho Trindade...Fuzzil....Camila...Fanti....De Lourdes...Dona Edite...Dill...Seu lorival...Wesley Noog...Braun... e a linha de frente da Cooperifa...Rose...Prof.Lu...Jairo...Cocão...Sérgio Vaz...capa do exemplar desse mês do Boletim do Kaos e que esta organizando a 2º Mostra Cultural da Periferia...pelo que to sabendo vai estar louco o evento...aguardem mais informações....agradeço a todos pelo rolê e o Boletim do Kaos chega sempre meio ao Kaos total da cidade Babilônia.

Queria deixar um salve aqui em especial para meu parceiro Crônica Mendes e sua esposa Nina Fideles....agradecido pelo respeito e carinho...pelas risadas e também pelas caronas da vida.

Tamo junto...e olha que é uma rapa tiu.

Tubarão 

Alessandro Buzo, Alexandre de Maio e Mariana da TV Cultura

Sergio Vaz

Fotos: Marilda Borges

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Culpado


Fui eu mesmo seu doutor

Confesso pro senhor

Num tive outra opção

Toda hora ela me perseguia

Era de noite...era de dia

Podia ser onde for

Que ela aparecia

Conhecia ela sim...faz tempo

Desde que vim morar ao relento

Tive que agir...não teve jeito

O senhor sabe sou “sujeito”

Fui eu mesmo seu doutor

E faço tudo outra vez

Se assim preciso for

Não agüentava mais

Nem dormir num podia em paz

Que ela vinha me atentar

E isso não era só comigo

O senhor pode averiguar

Tem mano que se jogava na droga

Pra vê se espantava aquela praga

Fui eu mesmo seu doutor

Da maneira que vou relatar pro senhor

Preste bem atenção e vê se num tive razão

Acordei cedo ...tava eu na minha

vendo se arrumava uma moedinha

Quando ela tornou a aparecer

Senti uma dor tão forte...

Dessas que dá quando ficamos sem comer

Pensei que fosse a morte que já vinha me recolher

Ela tomou conta de mim..fiquei cego

Na mão saquei um prego...e abri ela todinha...

Fui eu mesmo seu doutor

Matei ela com aquela lata de sardinha

Matei naquele momento toda fome que eu tinha.

O pior o senhor num sabe mais agora vai saber

É que quando menos eu esperar ela torna aparecer.

 

Tubarão

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Entrevista Grupo O.P.N.I. de graffiti

Salve todos(as)...segue abaixo entrevista concedida pelo coletivo O.P.N.I. de graffiti a nós aqui do Dulixo...satisfação total pelo trampo...quem não conhece conferi ai o corre da rapaziada....tamo junto.


Primeiramente se apresentem pra quem acompanha o blog...de onde você  são...e o que vocês fazem.

Somos o grupo O.P.N.I.  de  graffiti de São Paulo

Quando começou no graffiti e quais suas influências?

 O OPNI é um grupo de graffiti que iniciou suas atividades artísticas no ano de 1997, e como todos artistas urbanos da nossa época, iniciamos com o propósito da ‘pixação’. O grupo inicialmente era formado por cerca de vinte jovens da periferia de São Paulo, mas com o tempo foi se desfazendo (alguns integrantes faleceram, outros detidos pela lei, outros inseridos dentro do padrão social: mulheres, filhos, empregos formais, etc.).As nossas influencias na época eram mais pixadores que saiam nas revistas Fiz ou que freqüentavam os points de pixação como do largo São Mateus


O que é o coletivo Opni?

 O coletivo O.P.N.I.  e um grupo que faz parte Val ,Toddy que são os fundadores e o Cris que e desde os primórdios do grupo mas temos uma parada dizemos que e a família O.P.N.I. pessoas que está no nosso dia a dia. Bone o maninho novo que ta somando muito com nós tem o Quinho que e um grande amigo  e todos que cola com nós .



Como você vê o graffiti indo parar nas galerias?

 Acho  que não é o graffiti ,por que o graffiti ta na rua ! Eu vejo como que os artistas de graffiti que eståo nas galerias e não o graffiti... e isso acho bom temos que ganhar o nosso da melhor forma para podemos sempre estar na rua sem passar por cima de ninguém


Qual a preferência de vocês quando vão graffitar...personagens...escritas?

 São nossos pais nossos tiús são as historias de nossas vidas as tiazinhas o pedreiro ,fazemos  o que nós vivemos

Qual o  envolvimento de vocês com os outros elementos do Hip Hop?

Temos um envolvimento muito bom no hip hop sempre estamos em shows de rap ou batalha de b-boy  somos do hip hop


O que costumam ouvir e ler no dia a dia?...Isso interfere na arte?

Escutamos muito rap nacional e gringo também samba ,soul o que seja musica boa  ,ler não temos muito esses costumes  mas quando lemos algo e para ter uma reflexão  mínima, mas tanto a musica como a literatura interferem sim com o nosso trabalho as vezes o Toddy traz algo que ele leu o Val briza muito nas musicas o Cris trás muitas coisas legais.

Vocês tiveram algumas participações no cinema e na tv fale um pouco sobre isso.

Tivemos uma participação com a cenografia do filme "Quanto vale ou e por quilo" foi bem legal o filme tem um tema bem delicado falando sobre as  ONG de hoje ,tivemos participação do filme "Antonia"um filme que tenta retratar o cotidiano de pessoas que são envolvidas no hip hop foi um orgulho ter participado desse filme ,e  na série  da tv que tivemos participação mínima mas foi legal "Antonia" participamos da serie do "Cidade dos Homens" um episodio que os moleques conhecem o hip hop de Sampa foi muito loco porque nós que representou o graffiti  isso é um grande prazer para nós ,fizemos algumas coisas na tela tipo cenografia do Pimp My Rider  da MTV tem outras coisas que fizemos curtas, outras participações de filmes .


 

E a revista Manifestação como anda?

 Estamos entrando na terceira edição da revista  que é a número 1 ,estamos fazendo uma contagem regressiva da revista começamos na 3  lançamos alguns anos a 2 e esse vai rolar a 1 estamos aceitando materiais mande para o email:revistamanifest@gmail.com .E agora estamos com o blog da revista tendo postagens  quase diárias quem está na linha de frente do blog e o Cris e o Nick mas vários colaboradores de Sampa e de outro estados se quiser ficar atualizado o que ta tolando na cena do graffiti acesse www.manifestbrasil.com.br

Fale-nos sobre o Projeto Opni ConVida ?

Ambicionamos promover reflexão e reencontro dessa identidade através de discussões étnicas e culturais promovidas pelos murais grafitados. E é também, uma ótima oportunidade para sensibilizar a comunidade da Vila Flávia e o governo sobre a importância da preservação do espaço nas periferias da cidade e O.P.N.I ConVida  temos a idéia de mostrar nosso cotidiano para todos principalmente para os graffiteiros que nós convidamos o que ainda vamos convidar  que acreditamos  nessa troca de experiências em comunidade, mostrar a cidade limpa que ainda não chegou aqui na favela o córrego de traz do espaço ainda está aberto  crianças e adolescentes envolvidos no crime de alguma forma . 


Qual o futuro do Graffiti na sua opinião?

Acho que o futuro do graffiti e muito bom acho que vai ser se já não for  um dos grandes movimentos artístico no mundo  ,não sei se nós vamos ter futuro estamos muito longe dessa realidade glamorosa da street arte  até hoje temos dificuldade de chegar até o centro e isso até uns dos motivos que estamos na favela por sermos da favela mas o graffiti  está mais concentrado no centro mas estamos lutando para termos um futuro com felicidades . 

Para terminar deixe uma consideração final...um salve ou algo que ficou sem ser perguntado.

Respeito sempre e bom ,amor e amizade nunca e demais salve para todos artistas de rua.

Mais sobre o OPNI : http://www.flickr.com/photos/opni/

                                     http://grupoopni.blogspot.com/

Boletim do Kaos nº 6


Já está nas ruas o Jornal Boletim do Kaos, numero 6. 
Mais uma vez o jornal que está fazendo a diferença, chega com conteúdo de mil grau, que vai desde as matérias de capa, com o poeta Sérgio Vaz e o escritor Fernando Bonassi, e tem muito mais. 
Antes e Depois com Solano Trindade e Zinho Trindade, Perfil do poeta com Jairo Periafricania, poesia do mês com Raquel Almeida, destaque sarau vai para o Sarau da Brasa, Q Representa traz o "Interferência" do Capão Redondo, tem coluna de fotos com Marilda Borges, coluna da Juliana Penha direto de Portugal, matéria sobre o Espaço Matilha e Eletrocooperativa, Wesley Noóg na França e a coluna Grandes Homens destaca "Dostoiévski". 
Ta esperando o que para conferir, corra num ponto de distribuição que são vários espalhados pela cidade. A distribuição começa hoje e segue amanhã quando fazemos o "Arrastão" !!!! 
O mesmo acaba a noite no Zé Batidão, onde fazemos o "lançamento oficial" no Sarau da Cooperifa (Quarta, 02/09/2009 - 20h30). 
De novo temos a promoção, mande uma carta e ganhe um livro "Pelas Periferias do Brasil - VOL II" e um CD do grupo "A Familia", no mês passado tinhamos 3 livros e 3 Cd´s, mas só chegou (pelo correio) uma carta, aculumou e esse mês são 5 livros e 5 cd´s. A curiosidade é que a carta que chegou o mês passado foi enviada por um presidiário que está privado de liberdade. Enquanto ninguém nas ruas teve a manha de ir no correio e faturar o prêmio, ele fez e ganhou. 
Boletim do Kaos, mais que um jornal, uma atitude. 

Alessandro Buzo e Alexandre de Maio 
editores
 
boletimdokaos@hotmail.com 
www.boletimdokaos.blogspot.com

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Setembro Verde na Matilha Cultural


Na próxima terça, dia 01/09, teremos a abertura do SETEMBRO VERDE, o evento voltado ao meio ambiente. Nessa primeira edição nós contamos com a adesão expontânea de diversas iniciativas e ongs dispostas a abordar esse tema de forma livre e independente. 

A primeira semana é dedicada ao Ecosystem5, evento musical que terá agora sua primeira versão urbana depois de quatro anos acontecendo na floresta Amazônica (Manaus). A MatilhaCultural acolherá conversas abertas, palestras, exibição de vídeos e filmes, workshops, performances e mostras de arte. É nessa semana q a casa receberá em torno de 20 iniciativas diversas  numa programação voltada para o diálogo e a troca de idéias durante o dia todo.

Já a partir da segunda semana o projeto recebe a parceria do Consulado da França e promove uma série de debates com profissionais reconhecidos para questionar as cidades, combustíveis alternativos, futuro sustentável, relação com o ecosistema e várias outras questões intrigantes. A princípio, estão previstos seis encontros ao longo desse mês que também abrigará o lançamento da versão em português do filme HOME na MatilhaCultural. Um filme de imagens belíssimas do Francês Yann Arthus-Bertrand e produzido por Luc Besson com o objetivo de esclarecer sobre o momento de desequilíbrio com o meio ambiente para o qual a humanidade se encaminha e semear questões crucias sobre esse tema em cada um dos espectadores.

Acompanhe a programação no site. 

Abraços da Matilha.


www.matilhacultural.com.br

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Rolê no Itaim

Salve todos(as)...ontem fui ao Itaim Paulista a convite do meu amigo Alessandro Buzo...fomos até o Magazine Luiza....relaxa não fomos fazer compras....e sim assistir 2 curtas metragens produzidos por Daniel Rubio,  (assista: www.artver.com em seguida Buzo falou de seus trabalhos que depois passou a bola para eu também falar sobre o Dulixo...para encerrar declamamos algumas poesias.
Apesar de o público não ser grande...as pessoas que estavam presentes fizeram valer a pena...Neto (parceiro do Buzo) e sua namorada...ambos participam do filme Profissão MC...um pessoal de uma casa de recuperação de dependentes quimicos todos do Itaim Paulista.
O que achamos mais interessante e foi motivo de nossa conversa na volta dentro do trem...foi a criação de um espaço dentro da loja...Espaço de Convivência...onde são exibidos filmes...documentários...além de palestras e bate-papos...aberto a população...só sentimos falta de funcionários presente...podiam liberar nestes dias uns 2...Buzo ficou de dar essa ideia...mais que essa iniciativa do espaço se propague.
Queria agradecer ao Alessandro Buzo pelo convite e pelas ideias trocadas nesse rolê...tamo junto meu parceiro...precisando só chamar....segue abaixo fotos do rolê.









Hábitos de consumo: por que é tão difícil mudar?

http://envolverde.ig.com.br/fotos/62175.jpgA situação ambiental atual pede novas formas de realizar negócios, buscando construir um mundo em equilíbrio com o ritmo de renovação da Natureza. A grande questão para as indústrias e empresas é, contudo, como fazer frente ao crescimento, constante, do consumo. O primeiro "R" do "Reduzir, Re-utilizar e Reciclar" está sendo ignorado solenemente, segundo dados de mercado. 

A crise que deu ao planeta um tempo de descanso, já dá sinais de enfraquecimento, tendo sido, inclusive, amenizada por medidas imediatistas, como a redução de IPI justamente para carros, um dos elementos centrais da poluição atmosférica e de stress e conflito nos grandes centros urbanos. Mercado se aquecendo, as indústrias precisam encontrar uma forma de ampliar a produção, para manter preços estáveis e evitar antigos fantasmas como o da inflação. 

O vício nas datas comemorativas impulsiona ainda mais a roda do consumo, sempre em movimento. E a mais temível de todas as datas, o Natal, logo baterá a nossas portas novamente, provocando ondas de compras de todo tipo de produtos; mesmo os supérfluos, que ficam jogados em gavetas ou aqueles nada duráveis, que estragam mal começamos a usar. Mas afinal, quem quer arriscar novas formas de demonstrar afeto e carinho, sem os tradicionais presentes?

Será que alguém acredita ser possível mantermos estes costumes e diminuir, ao mesmo tempo, o impacto provocado nos ciclos naturais que sustentam nossas vidas? Provavelmente, muitos já diriam que consumir num ritmo tão constante e acelerado não faz mesmo sentido. Contudo, parar de comprar de fato é, ainda, uma atitude de poucos.

Consumo x realização pessoal

Desejamos muitas coisas das quais não precisamos. Comprar coisas chiques, exclusivas e desnecessárias seria uma forma de atender nossa vontade de nos diferenciarmos, de nos sentirmos únicos, segundo o professor e teólogo Jung Mo Sung. Sung explicou, durante uma mesa redonda no Simpósio de Sustentabilidade Planetária organizado pela Fundação Mokiti Okada, nos dias 18 e 19 de agosto em São Paulo, que há 250 anos estamos sendo condicionados a ligar nossa realização pessoal ao consumo.

Para o estudioso, todos nós temos um desejo infinito de Ser e de Ser infinitamente e isto não se preenche com objetos e compras. Mas, como não sabemos exatamente o que queremos ser, temos esta compulsão de tentar completarmos-nos com que há no exterior. Contudo, isto não nos preenche. "Não é possível possuir o infinito", ressalta. "Resolver a Sustentabilidade Planetária é definir como diminuir o sofrimento e aumentar a dignidade e a alegria de viver. Só se atinge a almejada infinitude através do amor mútuo". Para Sung, só este amor tem força bastante para inspirar que se abra mão dos desejos pessoais pelo bem do coletivo. E este amor tem que ser expresso no presente, aqui e agora.

Contudo, ele adverte que é preciso uma visão prática e não romanceada da realidade. "Amar a Natureza e mantê-la intocada é um discurso lindo, mas se torna difícil na prática. Podemos amar as plantas e os animais. Mas, precisamos comer. Aí como faz?", comenta o professor. "É natural defendermos que todos merecem uma vida com conforto. Mas se cada ser humano dos 6,5 bilhões que somos recebesse um rolo de papel higiênico branquinho por semana, que fosse; de onde tiraríamos tantas árvores para produzi-los?", questionou.

Além disto, a complexidade do dia-a-dia nos impede de abandonar certas atitudes, como por exemplo, abrir mão de transportes poluentes. Como dar conta de uma agenda cheia sem usar um carro, numa grande metrópole? Aqueles que tentam se deparam com transporte público insuficiente e, não raro, precário; falta de ciclovias e, muitas vezes, falta até de calçadas seguras para caminhar. "Outro fator que dificulta mudanças é que nos últimos 10 mil anos, grande parcela da população vive acreditando que Deus resolve a história e tudo acabará bem no final. Então, como se motivar a fazer sacrifícios agora, pensando num futuro que já se crê definido?", continuou Sung.

Somos a Vida da Terra

Uma resposta a esta contradição foi sugerida pela Monja Coen, presente na mesma mesa. A religiosa da tradição Zen Budista esclareceu que somos a vida na terra. "Por ignorância, nos percebemos separados, o que nos deixa com "cor rupto" - coração partido, em latim. Neste estado, confundimos nossas necessidades verdadeiras. Se nos víssemos como parte do todo, como realmente somos, agiríamos com gratidão por tudo que existe e nos mantém vivos. Esta gratidão construiria o equilíbrio que está faltando no uso do que a Natureza nos oferece".

Quanto à alimentação, ela relembrou o caso de um monge da mesma tradição que ao ser indagado como aceitava provocar a morte de um peixe - seu prato predileto - para comê-lo, respondeu: "Peixe está se tornando monge", referindo-se ao ciclo contínuo de transformação em que tudo está mergulhado. "O universo está em constante mudança", ressaltou a monja.

Ela destacou a importância de se cuidar de nosso efeito sobre o todo. "O primeiro ambiente de que temos que cuidar, é o nosso próprio corpo. Se partirmos dele, perceberemos que gostamos de ar puro, de água pura e de viver sem violência...". Ao despertar para nosso interior e sua conexão com o todo, podemos dar o melhor de nós, a todo o momento. "Não se trata de fazer o possível. Mas fazer o melhor, pensando em todas as formas de vida ao nosso redor. Eu acredito que somos capazes de dar uma virada e formar uma vida na Terra maravilhosa. Isto tem que começar com seres humanos bons e éticos. Aquilo que pensamos, falamos e fazemos influi e transforma o que existe. O ser humano precisa mudar no seu coração, na sua essência", defendeu Coen. "Eu acredito que somos capazes de fazer a transformação que queremos na Terra. Nosso destino depende de nosso pensamento coletivo", falou a mestra.

Depois dela, o ministro Fernando Augusto de Souza, da Igreja Messiânica, ressaltou que pesquisas já mostraram que aumentar o consumo e a renda não traz mais felicidade. Ele concorda que tudo que expressamos, seja em pensamento, fala ou ação, reflete naquilo que está acontecendo e nos faz um convite para adotarmos o 'regime do relógio do sol'.

"O que faz o relógio do sol? Ele só marca os momentos iluminados. Assim, se formos falar, escrever, produzir arte ou que quer que seja, podemos escolher nos expressar sobre momentos iluminados, momentos que nos inspiram; onde o bem, o bom e o belo se manifestam" falou Augusto, alinhado com o saber antigo que diz: aquilo em que colocamos nossa atenção é o que cresce. "Nosso desafio maior é expressar a Verdade do plano divino, neste mundo de aparência", concluiu o religioso.

 

Neuza Árbocz é jornalista.


(Agência Envolverde)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Suburbano Convicto é nóis!

Logo menos estarei no Espaço de Convivência na Loja Magazine Luíza no Itaim Paulista às 16:00 hs....bate papo literário  junto com meu parceiro Alessandro Buzo ...além de exibição de 2 curtas metragens...entrada franca...vamos chegar!!

Juntos


"Quando menos você esperar...eu vou chegar
Trazendo em minhas asas minhas loucuras
Vou te carregar e lhe mostrar o mundo das alturas
Dividiremos sonhos e sentimentos
E juntos alcançaremos o firmamento !"

Tubarão

Poesia no Metro

Salve todos(as)....ontem rolou na estação Santa Cecilia... o Sarau no Metro...evento organizado pelo pessoal da Casa Das Rosas...que todo mês vai homenagear um Sarau de São Paulo...neste mês dando inicio as atividades o homenageado foi o Sarau da Cooperifa...onde sempre que posso exercito minha poesia...colou uma rapaziada de responsa mandando ver nas poesias chamando a atenção de quem passava...o paulistanos sempre apressado dessa vez se rendeu a poesia e parou um minuto para contemplar esse happy hour poético...tamo junto.



Metro parou para ouvir poesia

Sérgio Vaz 

Seu Lorival

Seu Rui caiu na poesia

Panikinho

Fanti Manumilde

Lobão

Prof. Rodrigo Ciríaco

Jairo Periafricania

Camila

Tubarão

Crônica Mendes

Michel da Silva

Wésley Noog

Família Cooperifa

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Poesia no Metro



A POESIA NÃO PARA
LOGO MAIS TEM
.

SARAU DA COOPERIFA
.

 NA Estação Santa Cecília do Metrô
.

SP-SP

APROVEITANDO QUE TO EM SP VOU CHEGAR!


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

LITERATURA DAS RUAS


A literatura é dama triste que atravessa a rua sem olhar para os pedintes, famintos por conhecimento, que se amontoam nas calçadas frias da senzala moderna chamada periferia. Freqüenta os casarões, bibliotecas inacessíveis ao olho nu e prateleiras de livrarias que crianças não alcançam com os pés descalços.

Dentro do livro ou sob o cárcere do privilégio, ela se deita com Victor Hugo, mas não com os Miseráveis. Beija a boca de Dante, mas não desce até o inferno. Faz sexo com Cervantes e ri da cara do Quixote. É triste, mas A rosa do povo não floresce no jardim plantado por Drummond.
Quanto a nós, Capitães da areia e amados por Jorge, não restou outra alternativa a não ser criar o nosso próprio espaço para a morada da poesia. Assim nasceu o sarau da Cooperifa.
Nasceu da mesma Emergência de Mário Quintana e antes que todos fossem embora pra Passárgada, transformamos o boteco do Zé Batidão num grande centro cultural.
Agora, todas às quartas-feiras, guerreiros e guerreiras de todos os lados e de todas as quebradas vem comungar o pão da sabedoria que é repartido em partes iguais, entre velhos e novos poetas sob a benção da comunidade.
Professores, metalúrgicos, donas de casa, taxistas, vigilantes, bancários, desempregados, aposentados, mecânicos, estudantes, jornalistas, advogados, entre outros, exercem a sua cidadania através da poesia.
Muita gente que nunca havia lido um livro, nunca tinha assistido uma peça de teatro, ou que nunca tinha feito um poema, começou, a partir desse instante, a se interessar por arte e cultura.
O sarau da cooperifa é nosso quilombo cultural.
A bússola que guia a nossa nau pela selva escura da mediocridade. 
Somos o grito de um povo que se recusa a andar de cabeça baixa e se prostar de joelhos.
Somos O poema sujo de Ferreira Gullar.
Somos o Rastilho da pólvora.
Somos Um punhado de ossos, de Ivan Junqueira Tecendo a manhã de João Cabral de Melo Neto.
Neste instante, neste país cheio de Machados se achando serra elétrica, nós somos a poesia. 
Essa árvore de raízes profundas regada com a água que o povo lava o rosto depois do trabalho.

Sérgio Vaz

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

20º Edição do Favela Toma Conta

A maior festa do Itaim Paulista em todos os tempos !!!! 
Favela do CDHU Itaim (travessa Dom João Nery, prox. Jd Olga) 
 20a edição do Favela Toma Conta - Especial Dia das Crianças 
Pelo sexto ano seguido neste dia e local. 

* 5 grupos de RAP 
* Um grupo de Dança de Rua 
* Distribuição de doces e brinquedos. 
(A confirmar, distribuição de gibis e livros) 

Faça parte dessa atitude e ajude a fazer uma criança feliz no dia delas. 
PROCURAMOS PARCEIROS PARA DESPESAS..............Estrutura (se não conseguirmos Prefeitura ou Estado), ajuda nos custo dos grupos, compra dos doces e brinquedos.
 
Querendo maiores informações, projeto do evento e release do realizador (escritor Alessandro Buzo), entre em contato:suburbanoconvicto@hotmail.com

Aceitamos a ajuda em doces ou brinquedo (não precisa ser em dinheiro). 

Um mundo melhor é possível, se fizermos a nossa parte.


Peixe Dulixo

Arte feita com galão de plástico e papel machê

Sarau Poesia na Brasa convida



Endereço do Sarau:
Bar do Carlita
Rua Prof. Viveiros Raposo, 534
(próximo ao ponto final do ônibus Ana Rosa - Brasilândia, em frente a Escola João Solimeo)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Dulixo Sábado na Praia Grande


Dulixo no Projeto Recicle Ideias - Sábado dia 22/08 - Local:Espaço de Eventos do Samambaia, Rua dos Ipês com a Rua das Quaresmeiras,s/nº. - Jardim Samambaia - Praia Grande....só chegar!!

Cansei (parte 1)

Cansei de promessas, de falcatruas,

De ver o meu povo aí jogado nas ruas.

Vivendo no lixo,  entre ratos e baratas,

Como se fosse um bicho, reduzido a nada.

Ingratidão de quem governa essa nação,

Perante o povo só enxergam o cifrão.

Vidas se vão em vão, vai vendo que viaje,

Soberbos gastam dinheiro é de praxe.,

Cansei de ver  toda  playboyzada

Consumindo todas, se acabando na balada.

Cansei do busão sempre lotado, da

Marmita revirada pelo gambé folgado.

Cansei do patrão e do sermão,

Do vacilão na TV se achando o gostosão.

Aí boy, ceis cansaram de não fazer nada,

A mesma mídia, a mesma fita, a mesma cara estampada.

Nunca ceis ganharam tanto dinheiro, sugando

O sangue do povo pobre brasileiro.

Indignado cê mete o soco na mesa, e agora,

Não me venha arrotando esse discurso patriota.

Fanti Manulmilde

 contato: fantimanulmilde@hotmail.com

Soul



Sou fogo

Sou água

Sou dor

Sou mágoa

Sou intenso

Sou verdade

Sou imenso

Sou saudade

Sou inteiro

Sou metade

Sou normal

Sou veneno

Sou quem sou

Sou o medo

Sou a paz

Sou a guerra

Sou o mar

Sou a terra

Sou o amor

Sou sabor

Sou a rua

Sou o sol

Sou a lua

Sou gente

Sou semente

Sou o acerto

Sou o engano

Sou beltrano, fulano e ciclano

Sou o riso

Sou o choro

Sou o gueto

Sou o morro

Sou preto

Sou branco

Sou reto

Sou franco

Sou do luxo

Sou Dulixo

Sou a Baixada

Sou tudo

E não sou nada!

 

 Tubarão

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Arte Dulixo

Salve todos(as)...como é de costume nossas artes são feitas em cima de coisas que encontramos no lixo...reaproveitando e dando outra vida a peça...como foi feito neste quadro que iria para o lixo na casa de meu irmão Maick que me chamou e pediu para fazer algo com ele...então mandamos ver na pintura usando tinta latéx (sobra da pintura que ele fez na casa) com pigmento de várias cores...durante os dias que estive pintando aqui mesmo no Marapé...passaram alguns parceiros uns criticaram...outros deram palpites...outros curtiram...o desenho criado mostra um cara pensando...mais no que ele pensava?....perguntei a todos os que estiveram por lá para dar um ideia...vixiiii...só falaram merda....uma pior que a outra....por fim o balãozinho do pensamento foi preenchido como todos queriam.....e ontem  durante o churrasco de aniversário do Maick ele ganhou um nome...Albérico vulgo Dennis...que apareceu por lá com a roupa igual a do desenho...pronto era a brécha que a rapaziada queria...tá batizado....abraço a Renan...Marcelo...Tabinho....Maick  que de alguma forma somaram com nóis....tamo junto!

Tubarão


Albérico vulgo Dennis

Fotos por Fábio Tabinho