quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Boletim do Kaos / Cooperifa
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Culpado

Fui eu mesmo seu doutor
Confesso pro senhor
Num tive outra opção
Toda hora ela me perseguia
Era de noite...era de dia
Podia ser onde for
Que ela aparecia
Conhecia ela sim...faz tempo
Desde que vim morar ao relento
Tive que agir...não teve jeito
O senhor sabe sou “sujeito”
Fui eu mesmo seu doutor
E faço tudo outra vez
Se assim preciso for
Não agüentava mais
Nem dormir num podia em paz
Que ela vinha me atentar
E isso não era só comigo
O senhor pode averiguar
Tem mano que se jogava na droga
Pra vê se espantava aquela praga
Fui eu mesmo seu doutor
Da maneira que vou relatar pro senhor
Preste bem atenção e vê se num tive razão
Acordei cedo ...tava eu na minha
vendo se arrumava uma moedinha
Quando ela tornou a aparecer
Senti uma dor tão forte...
Dessas que dá quando ficamos sem comer
Pensei que fosse a morte que já vinha me recolher
Ela tomou conta de mim..fiquei cego
Na mão saquei um prego...e abri ela todinha...
Fui eu mesmo seu doutor
Matei ela com aquela lata de sardinha
Matei naquele momento toda fome que eu tinha.
O pior o senhor num sabe mais agora vai saber
É que quando menos eu esperar ela torna aparecer.
Tubarão
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Entrevista Grupo O.P.N.I. de graffiti

Salve todos(as)...segue abaixo entrevista concedida pelo coletivo O.P.N.I. de graffiti a nós aqui do Dulixo...satisfação total pelo trampo...quem não conhece conferi ai o corre da rapaziada....tamo junto.
Primeiramente se apresentem pra quem acompanha o blog...de onde você são...e o que vocês fazem.
Somos o grupo O.P.N.I. de graffiti de São Paulo
Quando começou no graffiti e quais suas influências?
O OPNI é um grupo de graffiti que iniciou suas atividades artísticas no ano de 1997, e como todos artistas urbanos da nossa época, iniciamos com o propósito da ‘pixação’. O grupo inicialmente era formado por cerca de vinte jovens da periferia de São Paulo, mas com o tempo foi se desfazendo (alguns integrantes faleceram, outros detidos pela lei, outros inseridos dentro do padrão social: mulheres, filhos, empregos formais, etc.).As nossas influencias na época eram mais pixadores que saiam nas revistas Fiz ou que freqüentavam os points de pixação como do largo São Mateus

O que é o coletivo Opni?
O coletivo O.P.N.I. e um grupo que faz parte Val ,Toddy que são os fundadores e o Cris que e desde os primórdios do grupo mas temos uma parada dizemos que e a família O.P.N.I. pessoas que está no nosso dia a dia. Bone o maninho novo que ta somando muito com nós tem o Quinho que e um grande amigo e todos que cola com nós .
Como você vê o graffiti indo parar nas galerias?
Acho que não é o graffiti ,por que o graffiti ta na rua ! Eu vejo como que os artistas de graffiti que eståo nas galerias e não o graffiti... e isso acho bom temos que ganhar o nosso da melhor forma para podemos sempre estar na rua sem passar por cima de ninguém

Qual a preferência de vocês quando vão graffitar...personagens...escritas?
São nossos pais nossos tiús são as historias de nossas vidas as tiazinhas o pedreiro ,fazemos o que nós vivemos
Qual o envolvimento de vocês com os outros elementos do Hip Hop?
Temos um envolvimento muito bom no hip hop sempre estamos em shows de rap ou batalha de b-boy somos do hip hop

O que costumam ouvir e ler no dia a dia?...Isso interfere na arte?
Escutamos muito rap nacional e gringo também samba ,soul o que seja musica boa ,ler não temos muito esses costumes mas quando lemos algo e para ter uma reflexão mínima, mas tanto a musica como a literatura interferem sim com o nosso trabalho as vezes o Toddy traz algo que ele leu o Val briza muito nas musicas o Cris trás muitas coisas legais.
Vocês tiveram algumas participações no cinema e na tv fale um pouco sobre isso.
Tivemos uma participação com a cenografia do filme "Quanto vale ou e por quilo" foi bem legal o filme tem um tema bem delicado falando sobre as ONG de hoje ,tivemos participação do filme "Antonia"um filme que tenta retratar o cotidiano de pessoas que são envolvidas no hip hop foi um orgulho ter participado desse filme ,e na série da tv que tivemos participação mínima mas foi legal "Antonia" participamos da serie do "Cidade dos Homens" um episodio que os moleques conhecem o hip hop de Sampa foi muito loco porque nós que representou o graffiti isso é um grande prazer para nós ,fizemos algumas coisas na tela tipo cenografia do Pimp My Rider da MTV tem outras coisas que fizemos curtas, outras participações de filmes .
E a revista Manifestação como anda?
Estamos entrando na terceira edição da revista que é a número 1 ,estamos fazendo uma contagem regressiva da revista começamos na 3 lançamos alguns anos a 2 e esse vai rolar a 1 estamos aceitando materiais mande para o email:revistamanifest@gmail.com .E agora estamos com o blog da revista tendo postagens quase diárias quem está na linha de frente do blog e o Cris e o Nick mas vários colaboradores de Sampa e de outro estados se quiser ficar atualizado o que ta tolando na cena do graffiti acesse www.manifestbrasil.com.br
Fale-nos sobre o Projeto Opni ConVida ?
Ambicionamos promover reflexão e reencontro dessa identidade através de discussões étnicas e culturais promovidas pelos murais grafitados. E é também, uma ótima oportunidade para sensibilizar a comunidade da Vila Flávia e o governo sobre a importância da preservação do espaço nas periferias da cidade e O.P.N.I ConVida temos a idéia de mostrar nosso cotidiano para todos principalmente para os graffiteiros que nós convidamos o que ainda vamos convidar que acreditamos nessa troca de experiências em comunidade, mostrar a cidade limpa que ainda não chegou aqui na favela o córrego de traz do espaço ainda está aberto crianças e adolescentes envolvidos no crime de alguma forma .

Qual o futuro do Graffiti na sua opinião?
Acho que o futuro do graffiti e muito bom acho que vai ser se já não for um dos grandes movimentos artístico no mundo ,não sei se nós vamos ter futuro estamos muito longe dessa realidade glamorosa da street arte até hoje temos dificuldade de chegar até o centro e isso até uns dos motivos que estamos na favela por sermos da favela mas o graffiti está mais concentrado no centro mas estamos lutando para termos um futuro com felicidades .
Para terminar deixe uma consideração final...um salve ou algo que ficou sem ser perguntado.
Respeito sempre e bom ,amor e amizade nunca e demais salve para todos artistas de rua.
Mais sobre o OPNI : http://www.flickr.com/photos/opni/
Boletim do Kaos nº 6

Já está nas ruas o Jornal Boletim do Kaos, numero 6.
Mais uma vez o jornal que está fazendo a diferença, chega com conteúdo de mil grau, que vai desde as matérias de capa, com o poeta Sérgio Vaz e o escritor Fernando Bonassi, e tem muito mais.
Antes e Depois com Solano Trindade e Zinho Trindade, Perfil do poeta com Jairo Periafricania, poesia do mês com Raquel Almeida, destaque sarau vai para o Sarau da Brasa, Q Representa traz o "Interferência" do Capão Redondo, tem coluna de fotos com Marilda Borges, coluna da Juliana Penha direto de Portugal, matéria sobre o Espaço Matilha e Eletrocooperativa, Wesley Noóg na França e a coluna Grandes Homens destaca "Dostoiévski".
Ta esperando o que para conferir, corra num ponto de distribuição que são vários espalhados pela cidade. A distribuição começa hoje e segue amanhã quando fazemos o "Arrastão" !!!!
O mesmo acaba a noite no Zé Batidão, onde fazemos o "lançamento oficial" no Sarau da Cooperifa (Quarta, 02/09/2009 - 20h30).
De novo temos a promoção, mande uma carta e ganhe um livro "Pelas Periferias do Brasil - VOL II" e um CD do grupo "A Familia", no mês passado tinhamos 3 livros e 3 Cd´s, mas só chegou (pelo correio) uma carta, aculumou e esse mês são 5 livros e 5 cd´s. A curiosidade é que a carta que chegou o mês passado foi enviada por um presidiário que está privado de liberdade. Enquanto ninguém nas ruas teve a manha de ir no correio e faturar o prêmio, ele fez e ganhou.
Boletim do Kaos, mais que um jornal, uma atitude.
editores
boletimdokaos@hotmail.com
www.boletimdokaos.blogspot.com
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Setembro Verde na Matilha Cultural

Na próxima terça, dia 01/09, teremos a abertura do SETEMBRO VERDE, o evento voltado ao meio ambiente. Nessa primeira edição nós contamos com a adesão expontânea de diversas iniciativas e ongs dispostas a abordar esse tema de forma livre e independente.
Acompanhe a programação no site.
Abraços da Matilha.
www.matilhacultural.com.br
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Rolê no Itaim
Hábitos de consumo: por que é tão difícil mudar?
A situação ambiental atual pede novas formas de realizar negócios, buscando construir um mundo em equilíbrio com o ritmo de renovação da Natureza. A grande questão para as indústrias e empresas é, contudo, como fazer frente ao crescimento, constante, do consumo. O primeiro "R" do "Reduzir, Re-utilizar e Reciclar" está sendo ignorado solenemente, segundo dados de mercado.
A crise que deu ao planeta um tempo de descanso, já dá sinais de enfraquecimento, tendo sido, inclusive, amenizada por medidas imediatistas, como a redução de IPI justamente para carros, um dos elementos centrais da poluição atmosférica e de stress e conflito nos grandes centros urbanos. Mercado se aquecendo, as indústrias precisam encontrar uma forma de ampliar a produção, para manter preços estáveis e evitar antigos fantasmas como o da inflação.
O vício nas datas comemorativas impulsiona ainda mais a roda do consumo, sempre em movimento. E a mais temível de todas as datas, o Natal, logo baterá a nossas portas novamente, provocando ondas de compras de todo tipo de produtos; mesmo os supérfluos, que ficam jogados em gavetas ou aqueles nada duráveis, que estragam mal começamos a usar. Mas afinal, quem quer arriscar novas formas de demonstrar afeto e carinho, sem os tradicionais presentes?
Será que alguém acredita ser possível mantermos estes costumes e diminuir, ao mesmo tempo, o impacto provocado nos ciclos naturais que sustentam nossas vidas? Provavelmente, muitos já diriam que consumir num ritmo tão constante e acelerado não faz mesmo sentido. Contudo, parar de comprar de fato é, ainda, uma atitude de poucos.
Consumo x realização pessoal
Desejamos muitas coisas das quais não precisamos. Comprar coisas chiques, exclusivas e desnecessárias seria uma forma de atender nossa vontade de nos diferenciarmos, de nos sentirmos únicos, segundo o professor e teólogo Jung Mo Sung. Sung explicou, durante uma mesa redonda no Simpósio de Sustentabilidade Planetária organizado pela Fundação Mokiti Okada, nos dias 18 e 19 de agosto em São Paulo, que há 250 anos estamos sendo condicionados a ligar nossa realização pessoal ao consumo.
Para o estudioso, todos nós temos um desejo infinito de Ser e de Ser infinitamente e isto não se preenche com objetos e compras. Mas, como não sabemos exatamente o que queremos ser, temos esta compulsão de tentar completarmos-
Contudo, ele adverte que é preciso uma visão prática e não romanceada da realidade. "Amar a Natureza e mantê-la intocada é um discurso lindo, mas se torna difícil na prática. Podemos amar as plantas e os animais. Mas, precisamos comer. Aí como faz?", comenta o professor. "É natural defendermos que todos merecem uma vida com conforto. Mas se cada ser humano dos 6,5 bilhões que somos recebesse um rolo de papel higiênico branquinho por semana, que fosse; de onde tiraríamos tantas árvores para produzi-los?
Além disto, a complexidade do dia-a-dia nos impede de abandonar certas atitudes, como por exemplo, abrir mão de transportes poluentes. Como dar conta de uma agenda cheia sem usar um carro, numa grande metrópole? Aqueles que tentam se deparam com transporte público insuficiente e, não raro, precário; falta de ciclovias e, muitas vezes, falta até de calçadas seguras para caminhar. "Outro fator que dificulta mudanças é que nos últimos 10 mil anos, grande parcela da população vive acreditando que Deus resolve a história e tudo acabará bem no final. Então, como se motivar a fazer sacrifícios agora, pensando num futuro que já se crê definido?", continuou Sung.
Somos a Vida da Terra
Uma resposta a esta contradição foi sugerida pela Monja Coen, presente na mesma mesa. A religiosa da tradição Zen Budista esclareceu que somos a vida na terra. "Por ignorância, nos percebemos separados, o que nos deixa com "cor rupto" - coração partido, em latim. Neste estado, confundimos nossas necessidades verdadeiras. Se nos víssemos como parte do todo, como realmente somos, agiríamos com gratidão por tudo que existe e nos mantém vivos. Esta gratidão construiria o equilíbrio que está faltando no uso do que a Natureza nos oferece".
Quanto à alimentação, ela relembrou o caso de um monge da mesma tradição que ao ser indagado como aceitava provocar a morte de um peixe - seu prato predileto - para comê-lo, respondeu: "Peixe está se tornando monge", referindo-se ao ciclo contínuo de transformação em que tudo está mergulhado. "O universo está em constante mudança", ressaltou a monja.
Ela destacou a importância de se cuidar de nosso efeito sobre o todo. "O primeiro ambiente de que temos que cuidar, é o nosso próprio corpo. Se partirmos dele, perceberemos que gostamos de ar puro, de água pura e de viver sem violência..."
Depois dela, o ministro Fernando Augusto de Souza, da Igreja Messiânica, ressaltou que pesquisas já mostraram que aumentar o consumo e a renda não traz mais felicidade. Ele concorda que tudo que expressamos, seja em pensamento, fala ou ação, reflete naquilo que está acontecendo e nos faz um convite para adotarmos o 'regime do relógio do sol'.
"O que faz o relógio do sol? Ele só marca os momentos iluminados. Assim, se formos falar, escrever, produzir arte ou que quer que seja, podemos escolher nos expressar sobre momentos iluminados, momentos que nos inspiram; onde o bem, o bom e o belo se manifestam" falou Augusto, alinhado com o saber antigo que diz: aquilo em que colocamos nossa atenção é o que cresce. "Nosso desafio maior é expressar a Verdade do plano divino, neste mundo de aparência", concluiu o religioso.
* Neuza Árbocz é jornalista.
(Agência Envolverde)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Suburbano Convicto é nóis!
Juntos
Poesia no Metro
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Poesia no Metro
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
LITERATURA DAS RUAS

A literatura é dama triste que atravessa a rua sem olhar para os pedintes, famintos por conhecimento, que se amontoam nas calçadas frias da senzala moderna chamada periferia. Freqüenta os casarões, bibliotecas inacessíveis ao olho nu e prateleiras de livrarias que crianças não alcançam com os pés descalços.
Dentro do livro ou sob o cárcere do privilégio, ela se deita com Victor Hugo, mas não com os Miseráveis. Beija a boca de Dante, mas não desce até o inferno. Faz sexo com Cervantes e ri da cara do Quixote. É triste, mas A rosa do povo não floresce no jardim plantado por Drummond.
Quanto a nós, Capitães da areia e amados por Jorge, não restou outra alternativa a não ser criar o nosso próprio espaço para a morada da poesia. Assim nasceu o sarau da Cooperifa.
Nasceu da mesma Emergência de Mário Quintana e antes que todos fossem embora pra Passárgada, transformamos o boteco do Zé Batidão num grande centro cultural.
Agora, todas às quartas-feiras, guerreiros e guerreiras de todos os lados e de todas as quebradas vem comungar o pão da sabedoria que é repartido em partes iguais, entre velhos e novos poetas sob a benção da comunidade.
Professores, metalúrgicos, donas de casa, taxistas, vigilantes, bancários, desempregados, aposentados, mecânicos, estudantes, jornalistas, advogados, entre outros, exercem a sua cidadania através da poesia.
Muita gente que nunca havia lido um livro, nunca tinha assistido uma peça de teatro, ou que nunca tinha feito um poema, começou, a partir desse instante, a se interessar por arte e cultura.
O sarau da cooperifa é nosso quilombo cultural.
A bússola que guia a nossa nau pela selva escura da mediocridade.
Somos o grito de um povo que se recusa a andar de cabeça baixa e se prostar de joelhos.
Somos O poema sujo de Ferreira Gullar.
Somos o Rastilho da pólvora.
Somos Um punhado de ossos, de Ivan Junqueira Tecendo a manhã de João Cabral de Melo Neto.
Neste instante, neste país cheio de Machados se achando serra elétrica, nós somos a poesia.
Essa árvore de raízes profundas regada com a água que o povo lava o rosto depois do trabalho.
Sérgio Vaz
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
20º Edição do Favela Toma Conta

Sarau Poesia na Brasa convida
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Dulixo Sábado na Praia Grande
Cansei (parte 1)
Cansei de promessas, de falcatruas,
De ver o meu povo aí jogado nas ruas.
Vivendo no lixo, entre ratos e baratas,
Como se fosse um bicho, reduzido a nada.
Ingratidão de quem governa essa nação,
Perante o povo só enxergam o cifrão.
Vidas se vão em vão, vai vendo que viaje,
Soberbos gastam dinheiro é de praxe.,
Cansei de ver toda playboyzada
Consumindo todas, se acabando na balada.
Cansei do busão sempre lotado, da
Marmita revirada pelo gambé folgado.
Cansei do patrão e do sermão,
Do vacilão na TV se achando o gostosão.
Aí boy, ceis cansaram de não fazer nada,
A mesma mídia, a mesma fita, a mesma cara estampada.
Nunca ceis ganharam tanto dinheiro, sugando
O sangue do povo pobre brasileiro.
Indignado cê mete o soco na mesa, e agora,
Não me venha arrotando esse discurso patriota.
Fanti Manulmilde
contato: fantimanulmilde@hotmail.com
Soul

Sou água
Sou dor
Sou mágoa
Sou intenso
Sou verdade
Sou imenso
Sou saudade
Sou inteiro
Sou metade
Sou normal
Sou veneno
Sou quem sou
Sou o medo
Sou a paz
Sou a guerra
Sou o mar
Sou a terra
Sou o amor
Sou sabor
Sou a rua
Sou o sol
Sou a lua
Sou gente
Sou semente
Sou o acerto
Sou o engano
Sou beltrano, fulano e ciclano
Sou o riso
Sou o choro
Sou o gueto
Sou o morro
Sou preto
Sou branco
Sou reto
Sou franco
Sou do luxo
Sou Dulixo
Sou a Baixada
Sou tudo
E não sou nada!
Tubarão
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Arte Dulixo






