sábado, 22 de outubro de 2011

Seu lixo...




Onde esta o defeito...
nas coisas ou no meu jeito...
será que o que faço é direito?
fechar os olhos e deixar passar o tempo...
que tras a tona restos de meus desejos...
entupindo bocas de lobos e bueiros...
esbarro em passados expostos nas ruas...
escorados em postes...largados em terrenos...
amontoados escondidos em sacos pretos...
tem de tudo...
o que foi trocado ontem...
no hoje a alguém serviu...
trouxe o sustento...
muitas vezes o alimento...
isso é real...não é lamento...
o Alcalde já disse o que ela tinha...
um monte de latinha...
separada...amassada...
pronta pra ser reciclada...
virar medalha pra quem junta tralha...
vidro velho e papelão....
carrinheiro...carroceiro...
puxando carrinho de mão...
que de noite vira casa...
pra ele e para o cão...
cadê o nobre cidadão?
só aparece no comercial da televisão...
Já separei o lixo...
deixei tudo no capricho...
é só tu vir buscar...
pronto..minha parte eu já fiz...
posso agora dormir feliz...
o que vão fazer com ele eu não sei...
mas amanhã vou fazer compras...
e começar tudo outra vez...
o sistema sabe onde investe...
ligue a tv...faça o teste...
reciclar é a solução...
consumo sustentável não...
conflitos de informação...
na cabeça de uma já confusa população...
minha arte não é a saída...
mas diferente disso tudo...
é a favor da vida!!

tubarão

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ANDA lança em SP documentário premiado sobre indústria de peles

Exposição Dulixo estará presente..

.

(Divulgação)

A Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA - www.anda.jor.br) , uma organização que trabalha para aumentar a atenção dada aos animais na mídia, está lançando no Brasil, em parceria com CineSESC, o documentário Skin Trade (Mercado de Peles), da norte-americana Shannon Keith – também diretora do documentário Behind the Mask.

O documentário terá pré-estreia no dia 27 de setembro, às 20h30, no CineSESC, em São Paulo, com a presença da diretora.

Quem quiser participar da pré-estreia deve enviar um email com o nome completo para faleconosco@anda.jor.br .

Sobre o filme

Skin Trade, premiado em 11 festivais de cinema, revela a dolorosa verdade desta indústria violenta e as questões sociopolíticas por trás de campanhas de marketing da indústria de pele. O documentário explora a conexão do comércio de peles de povos nativos, o impacto ambiental dos curtumes, além da verdade na legislação de rotulagem, com a esperança de fechar brechas que permitem o uso de peles de gato, cachorro, raposa ou lobo, as quais são vendidas como “falsas” em mercadorias importadas da China.

O documentário apresenta entrevistas com o congressista americano Dennis Kucinich, o advogado ambiental Jan Schlichtmann, o estilista Todd Oldham, a ex-jornalista de moda Julia Szabo, a escritora campeã de vendas Rory Freedman, a presidente da PETA Ingrid Newkirk, o diretor da Overstock.com, Patrick Byrne, e atores/ativistas como Alexandra Paul, James Cromwell e Jorja Fox. A trilha sonora foi feita pela banda The Fade e inclui também a canção “Skin Trade”, de Duran Duran, que cedeu a faixa para os produtores.

Assista e entenda o que move essa indústria e o que será necessário para mudá-la.

Serviço:

Lançamento Skin Trade
Local: CineSESC – Rua Augusta, 2075, Cerqueira César – SP
Data: 27 de setembro
Hora: 20h30
Entrada franca

Garanta lugar colocando seu nome na lista com antecedência. Envie um email para faleconosco@anda.jor.br .

...dulixo

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

sábado, 6 de agosto de 2011

Arte de Hoje no Aquário de Santos

Filipe Blanco e sua arte

Arte de Tuca Mansur

Artes de Dub e Daniel

Daniel Surf Recycle

Arte Filipe Blanco

Surf Recycle

Juninho trabalhando...

Filipe...Tubarão...Daniel...Isabel Machado

Vaca não voa?

Dum Lixote

tubarão banguela....

Gato dulixo...

Arte de Hoje

mais amor



terça-feira, 19 de julho de 2011

Lançamento do livro Literatura, Pão e Poesia do Poeta Sérgio Vaz


clique na imagem para ampliar

Teto e Tinta...

20 dias de exposição
82 casinhas vendidas
RS 22.227,00 arrecadados

O evento fez parte da maior campanha institucional de um teto para meu país- Brasil
Junto com a coleta e doações pontuais
Foram arrecadados mais de R$ 107.000,00
Com essa quantia, 32 casas de emergência poderão ser construídas
E mais de 150 pessoas que vivem em situação de pobreza
Terão a chance de um recomeço
O trabalho não acabou



Curadoria: Mundano
Fotografias: Iskor
Edição: Andre Leon Mosditchian

Tony Sagga e Xemalami...

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Lançamento EP ZugZwang Xemalami...

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Santo tu...


Sua vaidade como um véu...

cobre a verdade...

engole seco...

enrijece a face...


desce rasgando...


é amargo o gosto do féu...


quem é santo vai pro céu...


onde ecoa um grito solitário...


de quem na Terra tu fez réu!

Tubarão

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Xemalami - Zugzwang


o grupo oriundo do Grajaú Zona Sul de São Paulo lançou em 2010 seu 1° trabalho "O Peão Não Pode Recuar", conseguiu semear nas ruas cerca de 1000 exemplares, sendo que todas as capas foram confeccionadas de forma artesanal por seus próprios integrantes utlizando basicamente a arte impressa no sufite, cola, tesoura, papel color set e dobraduras. O formato da capa do próximo trabalho será feito no mesmo esquema.
"Zugzwang" é o título do EP, esta expressão vem do universo do Xadrez e significa o último lance obrigatório do Rei antes do Mate, mas também pode ser entendida imaginando uma situação onde você está na desagradável obrigação de jogar.
Enfim, o EP trás esta e outras reflexões extraídas de suas vivências, que por sua vez chegam traduzidas no mais puro estilo crudo e criativo de seus Mc's.
Serão 7 faixas, todas gravadas, mixadas e masterizadas por Nine Cabalista no Município de Guarulhos.Também conta com a participação de Tubarão Dulixo da Baixada Santista em Tempos Modernos.


Xemalami Zugzwang by XEMALAMI


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Arte urbana e ação social na mostra Teto e Tinta

Lançamento CD Jairo Periafricania

Sábado 11/06 - a partir das 22:00hs

Apresentação : Zinho Trindade

Participação : A Família - Inquérito - Sergio Vaz - Z'Africa Brasil - Fernandinho Beat Box - Lindomar 3L ...entre outros

Local : Green Express
Av:Rio Branco 99 - Centro -SP
Ao lado da Galeria 24 de maio


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Triste Realidade


Por Fanti Manumilde

Ainda lembro quando esta família mudou-se pra cá. De fato só queriam um lugar para morar.

Era apenas outra família brasileira, que sempre batalharam a sua vida inteira.

Vindos do nordeste, do sertão de Pernambuco, na ilusão de construir um belo futuro.

E felizmente alcançar um bem estar familiar. Só que uma coisa você tem que lembrar.

O nordestino aqui cara nunca tem vez. Desrespeitado e humilhado pelo o que não fez.

Para conseguir emprego tinham que ser alfabetizados. Com o filho pequeno pra criar ficaria embaçado.

E à um abrigo foram encaminhados. A incerteza naquele momento seria inevitável.

O futuro agora era incerto. O fracasso estava cada vez mais perto.

Infelizmente era uma triste realidade. Morar na rua foi uma grande fatalidade.

É parceiro não havia outra solução. O favor cedido é sempre pago com ingratidão.

É foda as condições que a sociedade oferece. Desnorteados pensaram em retornar ao nordeste.

O jeito foi morar embaixo de um viaduto. A verdade nua e crua, este foi o refugio.

Ninguém merece tal constrangimento. Catando papelão então o pai tirava seu sustento.

A mãe pedia esmolas diariamente no farol. Fazendo chuva ou fazendo sol.

Que o filho pequeno não passasse fome. O que a sociedade rejeita, é o que a gente consome.

O governo não ajuda aquele que é pobre. A negligência dele é a causa da nossa morte.

O ser humano aqui não tem mais valor. Este é o motivo do ódio preenchido de dor.

Uma família faminta com os sonhos destruídos. Por que tudo isso teria acontecido?

Destroem o povo, matando o núcleo familiar. É um ciclo que nunca irá acabar.

Sempre houve o descaso com o nosso povo. Hoje em dia nossa vida escorre pelo esgoto.

Só quero paz para as pessoas sofredoras. Mesmo sendo esta a última coisa.

O valor da vida não existe mais. Segura na mão de Deus e vai.

Enquanto isso nas ruas a miséria aumentava. O crescimento da violência sem controle aumentava.

A sobrevivência sempre foi de forma precária. Nunca houve ajuda que fosse necessária.

Tudo isso ocorre no final dos anos oitenta. E a cada ano surgia um novo dilema.

Sem esperança, era só frustração. Com o passar do tempo outra desilusão.

Eis que invadiram um terreno abandonado. No qual aquela família construiria um barraco.

No Sacomã, mano, ali no Heliópolis. Aí quem é pobre faz como pode.

Não morariam mais embaixo de um viaduto. Um barraco agora seria o tal futuro.

Numa carroça a pouca mobília era trazida. Pra ser sincero quase nada eles tinham.

Depois de alguns anos vivendo na mendigagem. Desde quando fizeram aquela frustrada viagem.

Agora amigo era seguir em frente. Arranjar um emprego que fosse decente.

E um dia deixar de catar papelão. Nada como ser considerado um cidadão.

Não mais ter que pedir esmolas. Sei que ninguém quer viver dessa forma.

Todos só querem um pouco de dignidade. O mais cruel é o sistema que ferra de verdade.

Só que o tempo é um relógio que não atrasa. A convivência na favela violenta é o que embaça.

No período de pior crise, o desemprego se faz presente. O mínimo salário foi ficando ausente.

O filho agora adolescente tem que trabalhar. Os seus estudos como vai conciliar?

Quem é pobre estuda, porém não come. Ou então trabalha pra não morrer de fome.

Sem experiência o jeito foi arranjar um bico. Na humilhação de ganhar meio salário mínimo.

Era ‘osso’ as condições naquele momento. A revolta foi conseqüência de tanto sofrimento.

O sufoco aumentava com os pais desempregados. Iriam viver de novo aquele terrível passado.

E o mano se vê bastante indignado. Enfrentando sol e chuva dentro de um lava rápido.

Não são todos que suportam o peso da cruz. No final do túnel não existe aquela luz.

O chefe da família encontrou-se com a cachaça. Alcoólatra desiludido ele logo se acaba.

Entregue totalmente ao mundo do vício. O final trágico não seria difícil.

Sem alimentação adequada ou tratamento ele adoece. Sem recuperação ao relento aquele homem falece.

Não sei direito, mas aquilo parecia previsto. Na situação de morto exposto ao ridículo.

Poucos se comovem, isso é o que dói. Ele era pobre não era playboy.

Este foi o seu fim, o ponto de partida do que aconteceria logo em seguida.

Um tombo atrás do outro não deixa alternativa. Fica muito fácil em desistir da vida.

Porém a vontade de viver consegue superar a morte. Sabemos que a miséria em nossas vidas percorre.

Agora o mano teria uma nova responsa. Segurar a bronca da coroa e da goma.

A coroa com a saúde um pouco abalada. Já de idade e ainda por cima desempregada.

A lembrança do passado o faziam chorar. São marcas profundas difíceis de apagar.

Com o bico que fazia não piava muita grana. O rango era pouco durante toda semana.

Sem tempo de estudar assim vai seguindo. Queria voltar aos estudos, só pensava nisso.

Dar uma força pra coroa e construir sua goma. Ser digno na vida e não mais ficar a toa.

O mundo gira maluco e você tá ligado. Década de noventa o destino está traçado.

Na favela o crime cresce sem precedentes. Seqüestro, tráfico e chacinas são mais freqüentes.

O desemprego influi na explosão da violência. O povo morrendo é a principal conseqüência.

E quando olharmos pra trás o que veremos? Carne crua sangrando num passado violento.

O que fazer com o mundo que existiu ao seu lado. Porque não tinha mais aquele emprego sacrificado.

Por outro golpe não estava mais empregado. Tinha sido despedido do lava-rapido.

Sua vida agora não teria mais significado. Sonhos desperdiçados.

www.twitter.com/FANTIMANUMILDE

www.myspace.com/fantisolo